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Leis Naturais Para Crianças

COMO CHEGUEI ATÉ AQUI: aquilo que sustenta a forma como escolho viver

Sonia Wilke

Meu nome é Sonia Maria Wilke de Souza, mas me identifico como Sonia Wilke.Fui convidada a me apresentar neste espaço e me perguntei: o que realmente importapara que você me conheça? Minha formação? Minha história? Ou aquilo que sustenta aforma como escolho viver? Ao longo de 66 anos, aprendi que o conhecimento só faz sentido quandotransforma a maneira como vivemos e nos relacionamos. É esse aprendizado que desejocompartilhar aqui. Se ele contribuir para a sua relação com seus filhos, cônjuge ou coma Vida, sentirei que fiz o meu trabalho. Se não fizer sentido, também estará tudo bem.Muitas vezes, é justamente aquilo que inicialmente rejeitamos que nos ajuda a reconhecero que realmente importa. Escrevo, principalmente, para pais que estão se preparando para a chegada deum filho ou que os filhos se encontram na primeira infância. Ainda assim, minhaexperiência mostra que essas reflexões alcançam famílias em diferentes momentos davida. Nos Grupos de Pais que conduzi, o diálogo entre pais de crianças pequenas e paisde filhos adultos revelou que todos aprendem quando compartilham suas experiências. Há alguns anos, eu diria que escreveria sobre “minha vida”. Hoje, compreendode outra forma: não existe a “minha vida” e sim a Vida que passa por mim e continua paraalém de mim. Ou seja, mesmo que a forma de vida chamada Sonia termine, a Vidacontinuará, tal qual era antes d’eu chegar aqui. Nasci em Minas Gerais e foi lá que me formei em Psicologia pela UFMG, casei e tivemeus filhos, Carolina e Thiago. Anos depois, o trabalho do meu ex-marido nos trouxe paraFlorianópolis, onde tive a honra de me tornar uma “manezinha”. É nas montanhas que me revitalizo, onde tenho minhas raízes. Com o mar aprendoa me mover na instabilidade das águas e encontrar a segurança, o equilíbrio e a estabilidadedentro de mim mesma, como os surfistas. Durante mais de 30 anos, atendi pais e seus filhos e acompanhei escolas,orientando professores e pedagogos sobre como lidar com crianças consideradas“adoecidas”. No início da minha prática clínica, realizava atendimentos apenas com ascrianças, por meio da ludoterapia, modalidade de psicoterapia que utiliza o brincar e quecontinua amplamente praticada até hoje. Com o tempo, porém, percebi que muitos dos sintomas apresentados pelascrianças estavam relacionados aos conflitos do campo familiar. Em muitos casos, os paisenfrentavam dificuldades na relação conjugal ou divergiam quanto à forma de educar osfilhos, influenciados pelos modelos, crenças e traumas herdados de suas próprias famílias. É assim que acontece em qualquer família. Há um conceito que diz: “É o que é”, ouseja, há questões que são da natureza do ser humano e teremos que vivenciar. Quero fazer aqui uma ENORME PAUSA/ REFLEXÃO: os pais não são culpados. Cadapai e cada mãe oferecem aos filhos o seu melhor com o nível de consciência que têmnaquele momento. Voltaremos a esse tema muitas vezes ao longo deste espaço. Alguns pais tinham consciência dessas heranças e percebiam que repetiampadrões vividos por seus próprios pais, mas não sabiam como agir de outra forma. Outrosnem se quer tinham essa consciência; apenas sentiam que não conseguiam se relacionarcom os filhos da maneira tranquila e amorosa que desejavam. A partir da minha experiência clínica em ludoterapia, percebi que as criançasrevelavam conflitos conscientes e inconscientes de suas famílias. Foi isso que me levou àformação em Terapia Familiar Sistêmica e, posteriormente, ao atendimento do grupofamiliar e dos casais. Os resultados melhoraram, pois pais e educadores passaram a compreender quea criança, por si só, não era o “problema”: havia algo mais nos sistemas familiares. Aindaassim, havia um limite. Mesmo entre os grandes profissionais com quem estudei e trabalhei,a criança continuava ocupando, no nosso subconsciente, o lugar do “problema”. Joãozinhoou Mariazinha ainda eram o termômetro da saúde familiar. Consegue perceber como é desafiador mudar paradigmas? Mesmo quandoestudamos e compreendemos algo racionalmente, certas marcas permanecem gravadasno inconsciente. O conhecimento cognitivo, por si só, não libera o que está tatuado nele. Hoje sei que um dos porquês do meu “rolê” aqui na Mãe Terra é compartilhar, apartir da minha trajetória profissional e pessoal, caminhos que ajudem você, pai e mãe, acuidar de si para cuidar ainda melhor do seu filho. Eu nunca me conformei com a ideia de que uma pessoa não pudesse ter uma vidasaudável, com realizações e alcançar seus sonhos. Esse inconformismo me levou a buscarrespostas para além da psicologia. Chegou um momento em que a ciência, por si só, já nãome oferecia o conhecimento necessário para que eu pudesse ser útil na vida dos meuspacientes. Eu já havia feito todas as formações que conhecia e, naquela altura docampeonato, sentia que precisava encontrar um novo caminho. Foi quando fui apresentada à Cosmovisão Indígena, primeiro por meio da TradiçãoLakota e, mais tarde, pela tradição Tupi Guarani. Isso foi um bálsamo para minha alma.Passei muitos anos aprendendo a honrar a Mãe Terra e a nossa família anímica: Ar, Fogo,Água e Terra. Já parou para tomar consciência de que você vive sem dinheiro, sem pai oumãe, mas não vive sem ar? Foi nesse período que me reestruturei. Não levava esse conhecimento para oconsultório. Meus pacientes não sabiam, o CRP me expulsaria se soubesse, mas minhaalma de terapeuta estava em êxtase. E, mesmo sem falar sobre isso, os pacientespercebiam algo que não sabiam explicar, somente sentiam e as mudanças foram ficandomais fáceis. Mais tarde, um grande professor da psicologia, escritor e cientista americano,trouxe para o Brasil uma das práticas espirituais mais antiga do planeta, o Shaking, fruto dasua experiência com os Bosquímanos, povo ancestral do Sul da África. Isso foi outraalavancada na minha trajetória. Uma prática da qual não se tinha nenhuma explicação oulógica cognitiva. Foi o início das minhas maiores mudanças. Em 2017, um casal que conheci nos grupos de Shaking me apresentou a Medicinada Bioenergia (B.E.M.), juntamente com o conhecimento das Leis Naturais. Encontrei umatécnica profunda, muito simples e de precisão cirúrgica para acessar o subconsciente. Pormeio desse acesso, torna-se possível remover interferências decorrentes de memórias detraumas, medos e crenças originadas na infância, ao longo da vida ou na ancestralidade.Paralelamente, a mente cognitiva é reeducada por meio dos conceitos das Leis Naturais,que orientam